Estamos vivendo um momento crucial nas tomadas de decisões na atividade da cafeicultura, pois enfrentamos um período muito seco. Desde o mês de março estamos com chuvas abaixo das médias para região, acarretando em uma desfolha expressiva em todas as situações. Tanto nas lavouras onde as safras foram altas, que normalmente já ficam de certa maneira debilitadas, como nas que vieram com produção baixa. Nota-se o mesmo problema também em cafeeiros novos, por ainda terem sistema radicular raso, com pouco poder de absorção de umidade, se depauperando rapidamente, com alta porcentagem de bicho mineiro e ácaros vermelhos.

No caso da programação pós-colheita, pensando nas áreas onde teremos florada significativa, a avaliação para pulverização assertiva é de suma importância, pensando na severidade em que se encontram as doenças e pragas. O procedimento deve ser pensado para o momento após a primeira chuva significativa, em que as plantas se reidratarão, para que estejam prontas para assimilar os defensivos, que auxiliarão tanto no combate aos problemas que se apresentam, como na absorção de nutrientes adicionados, fornecendo equilíbrio para o início do processo vegetativo e de manutenção das exigências iniciais da parte reprodutiva em que os cafeeiros se encontram. Alguns com porcentagem significativa de flores abertas, que ainda não sabemos se vai ter sucesso no pegamento ou não.

Por isso, é importante uma criteriosa avaliação de cada quadro e cada situação em que se encontram nossas lavouras, sempre com o auxílio de seu consultor, para tomada de decisões estratégicas para condução dos manejos necessários. Essa assessoria é importante para definir qual o melhor procedimento técnico para recuperação das plantas, sejam as que estão muito esgotadas pela safra alta, ou as que não tem como manejar de forma economicamente produtiva, pensando sempre na otimização da colheita da próxima safra.

Outra questão importante é a análise do solo, que é fundamental para uma programação de sucesso no quesito nutricional, para saber ao certo onde devemos investir e onde devemos economizar. Buscando o melhor custo benefício para a lavoura, adquirindo os insumos na quantidade necessária para uma boa produtividade.

O departamento técnico da Coopama está à disposição de nossos produtores, clientes e cooperados.

Autor: Antônio Júlio Macedo – Engenheiro Agrônomo