O consumo brasileiro de fertilizantes superou a marca de 37 milhões de toneladas anuais, sendo que 80% deste volume é proveniente de importação. O Nitrogênio (N) se destaca dentre os 17 nutrientes considerados essenciais, como o de maior volume comercializado no mundo.

Hoje, vamos abordar oito fontes de N utilizadas em larga escala na adubação via solo. Com essa informação, surge a necessidade de entendermos as características de cada fonte, tendo em vista o uso eficiente e econômico do fertilizante.

Por ter alta concentração de N, relação de custo atrativa e rápida absorção do nutriente pelas plantas, o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo é a ureia. Via de regra, a necessidade de N é mais elevada no momento de maior expansão foliar. Por isso, a ureia é muito utilizada em gramíneas, milho, pastagens, trigo, entre outros. A aplicação da ureia, em cobertura, que se torna disponível na forma de amônia, precisando atender alguns critérios climáticos para evitar perdas por volatilização, que podem chegar até a 80%.

A principal diferença química entre os fertilizantes nitrogenados é seu estado de oxidação. Por exemplo, toda a ureia, se não utilizada pelas plantas ou perdida por volatilização, se converte em Nitrato, na chamada nitrificação. O Nitrato é a forma química mais oxidada do nitrogênio. Podemos encontrar alguns fertilizantes a base de Nitrato, sendo eles, Nitrato de cálcio (14%N, 18%Ca), Nitrato de Potássio (13%N, 44%K²O) e o Nitrato de Sódio (15%N, 15%K²O). As maiores vantagens na utilização do Nitrato são a inexistência de perda por volatilização e sua aplicação não salinizar ou acidificar o solo.

O Nitrato de Amônio (34% de N) é tratado de maneira separada dos demais nitratos, pois tem uma fonte mista, em que 50% do Nitrogênio se apresenta na forma de Nitrato e 50% na forma de Amônia. Alguns cuidados a serem observados na utilização dos nitratos são: cuidados de armazenagem, de forma que se evitem variações drásticas de temperatura e não utilização de fontes nitrogenadas a base de nitratos em solos alagados ou com falta de oxigênio, pois haverá perdas por um processo chamado desnitrificação.

O Nitrogênio, proveniente do sulfato, apresenta baixíssimas perdas, e associado ao Enxofre elementar no fertilizante Sulfato de Amônio, se apresenta como uma das fontes nobres de N. Possui em sua composição 21% de N e 24% de Enxofre (S), o que é muito interessante para culturas com maior necessidade de S. É importante destacar que o sulfato de Amônio, por possuir baixa concentração de N, só se torna economicamente viável se a proposta for de suprir a necessidade de ambos os nutrientes no solo.

Por fim, existem os fertilizantes fosfatados que podem ser utilizados como opção de N no plantio, sendo eles em forma de MAP ou DAP. Estes suprem a necessidade de N no desenvolvimento inicial das culturas.

A opção pela fonte correta de Nitrogênio, aumenta a probabilidade de a cultura responder melhor em produtividade, sem desperdícios de recursos financeiros e operacionais. Destacamos que o mercado de fertilizantes é altamente correlacionado ao câmbio. Portanto, foco nas relações de troca, é aí que está a segurança da rentabilidade.

A COOPAMA conta com um corpo técnico qualificado, que está à disposição para ajudá-lo, produtor, a tomar sempre as melhores decisões.

Autor: Marcos Antônio Mendonça Filho – Analista Técnico de Vendas Coopama